Chegamos a Cracóvia na segunda feira, dia 9 um pouco antes das 7h. A viagem correu bem, deu para descansar minimamente, apesar de nos ter calhado uma carruagem das mais antigas, onde as cadeiras não se mexiam. Ficamos a viagem praticamente sozinhos e deu para cada um se deitar nos bancos que seriam de 4. Repetindo um comentário que fiz anteriormente,uma das vezes que nos interromperam o descanso, foi por um rapaz checo que fez erasmus na Madeira! Incrível certo? Ao contrário da maior psrte dos checos que conhecemos, ele era muito simpático, acabando por nos oferecer uma cerveja checa! Ah! Os checos têm um enorme orgulho em beber cerveja. Segundo nos disseram, entre adultos e crianças, cada checo bebe em média 1,5l de cerveja por dia!
Enfim, já me perdi pela República Checa, quando queria chegar à Polónia!
Mal chegamos a Cracóvia, partimos rumo a Auschwitz - Birkenau, 2 campos de concentração a quase 2 horas da cidade.
Como já prevíamos, tudo é muito intenso e marcante. Desde a voz triste e emocionada da guia, aos artefactos e cabelos das vítimas, até ao cheiro que ainda hoje se sente nas antigas câmaras de gás e crematórios...
A guia pediu-nos diversas vezes para imaginar o que ali se tinha passado, mas como ela também nos disse, isso é impossível. Apenas nos podemos lembrar... E isso também é importante.
Ao contrário da maior parte dos locais que visitamos, este não é leve, nem nos permite qualquer tipo de entretenimento, mas é sem dúvida um dos locsis que mais queríamos e recomendamos conhecer.
Ao contrário do verdadeiro verão de Praga, o tempo em Auschwitz também se entristeceu e choveu bastante.
Porém, ao contrário do que o dia e noite anterior prometia, a terça-feira transformou-se num dia de sol perfeito para conhecer Cracóvia. Fizemos mais uma vez o free city tour, com um nativo apaixonado pela história da cidade e dos judeus... Entre outras coisas ensinou-nos uma palavra... Adivinhem qual.... Shalom!!
Adoramos Cracóvia e apesar da cidade ser pequena, ficamos com vontade de voltar, não só aqui, mas também a outras cidade polacas.
Proxima paragem: Budapeste. Sim, vamos deitados!
Que palavra tão gira vos ensinou! Uma palavra que leva uma vida para se perceber ainda que superficialmente.
ResponderEliminarÉ engraçado a seguir a Auschwitz aprenderem Shalom... É como que a Esperança de que a verdadeira Paz pode ser sempre construída, mesmo quando teimamos em espalhar discórdia e destruição!
Às vezes é mesmo preciso parar para fazer memória do que a nossa desumanidade é capaz...
ResponderEliminarMas estou em comunhão com a Mi =) Shalom... A Esperança de uma Paz que nos faz arregaçar as mangas e nos leva a libertar-nos das redes do egoísmo com que tantas vezes somos seduzidos ....
Obrigada pela vossa partilha =)
Partilho um poema que na nossa comunidade nos ajuda a meditar o que é Isto de Shalom:
“A paz sem vencedor e sem vencidos
Dai-nos Senhor a Paz que vos pedimos
A Paz sem vencedor e sem vencidos
Que o tempo que nos deste seja um novo
Recomeço de Esperança e de Justiça.
Dai-nos Senhor a Paz que vos pedimos
A paz sem vencedor e sem vencidos
Erguei o nosso ser à transparência
Para podermos ler melhor a vida
Para entendermos Vosso mandamento
Para que venha a nós o Vosso Reino.
Dai-nos Senhor a Paz que vos pedimos
A paz sem vencedor e sem vencidos
Fazei Senhor que a Paz seja de TODOS
Dai-nos a Paz que nasce da Verdade
Dai-nos a Paz que nasce da Justiça
Dai-nos a Paz chamada Liberdade
Dai-nos Senhor a Paz que vos pedimos
A paz sem vencedor e sem vencidos.
Sophia
bom dia!
ResponderEliminaré... só o silêncio é possível em lugares tão marcados como esses. mas que não seja um silêncio vazio! perante a maldade, o ódio e a desumanização que o cristão seja capaz de semear em si e nos outros a esperança e a certeza na bondade e no amor... e que seja o primeiro a gritar palavras de denúncia e a tomar caminhos de renúncia e bem-querer.